sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Um grito tribal


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Cerne

Dento de mim existe um monstro peludo.
Peludo não, espinhudo, porque machuca!
Me faz ter vontade de esganar até que eu mesma perca o ar...
Cutuca, incomoda, me faz inquieta e sempre movimentada.
Me dá o prazer da dor, como quando eu comia Fandangos e "lavava" com uma Coca gelada;
Ou como quando eu corto aquele cantinho da unha do pé, que me tortura e me dá água na boca...
É ele que me lembra de colocar a língua pra fora pra ficar mais gostoso e é ele que me leva a fantasias pontiagudas, que me tranformam em uma careta horrorosa.
As coisas são apenas desculpas pra ele existir e reinar soberano dentro de mim...
Minha mão fica enorme e forte, capaz de estapear sem qualquer clemência.
Dobro meus braços e faço dos meus cotovelos as armas mais inesperadas e nocivas.
Sou marciana e uso um capacete enferrujado, porém resistente a (quase) tudo.
Mas de escudo eu não preciso, uma vez que abro o peito pra que seja alvo do que quer que seja...
Mastigo suas balas de revolver, faço uma bola de chiclete com suas balas de canhão!
Depois eu curto o batimento intenso, que leva meu coração aos ouvidos. Uma espécie de cansaço pós-coito, bis-coito!
Eu sou de marte, eu sou de martelo e prego!
Eu sou vermelho sangue e roxo hematoma!
Eu sou de metal, de lâmina e de brilho!
Eu não sou um ser que ESTÁ no sentido de SER, mas um É que está no sentido de ESTAR.



terça-feira, 22 de setembro de 2009

Atravessando


Marcando caminhos até que não haja mais estradas
Riscando contornos até que não haja mais contrastes
Deixando pegadas até que não haja mais impressões

Redondo e quadrado até que não haja mais formas
Letras e números até que não haja mais o texto
Apenas uma mancha, que de tão machucada não tem cicatrizes


Maculadamente virgem
Virginalmente velhaca

Curiosamente tranquilo
Tranquilamente excitado